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| O Poder
da Imagem |
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A imagem televisiva é formada por três milhões de
pontos luminosos por segundo, dos quais o espectador só pode
perceber algumas centenas em cada instante: o mínimo necessário para
ler a imagem. Ele torna-se assim co-criador da imagem e a televisão
transforma-se num meio interactivo.
No entanto, há quem defenda que o
pequeno ecrã produz uma realidade que aliena o indivíduo da
realidade e o torna passivo; que o medium leva ao conformismo
social, reforçando o apego aos valores tradicionais. E, na verdade,
experiências nos finais da década de 50 concluíam o fenómeno da
atenção selectiva, ou seja, o receptor expõe-se preferencialmente às
mensagens cujos conteúdos vão no sentido de reforçar as suas crenças
e pontos de vista, tendendo a rejeitar as opiniões contrárias.
Esta última perspectiva era talvez
verdade nas décadas de 50 e 60, quando a televisão procurava a
aprovação de um públio maioritário, oferecendo programas para obter
o acordo de todos ou quase todos. A política de programação baseada
na obediência aos resultados das sondagens e das audiências fazia
afastar todas as emissões dirigidas às minorias. No entanto, os
efeitos de saturação levaram a uma mudança de estratégias: a
multiplicação das fontes de difusão, produzindo uma concorrência
mais severa, contribuíram para modificar este esquema e conquistar
públicos novos e fragmentários.
O poder da imagem?... e o
som?, pergunto eu. Será que o som não é também importante? Talvez a
interrogação mais correcta seja “o poder da televisão”. Afinal é
sobre essa estranha caixinha, com imagem, som e movimento que nos
vamos interrogar e, espero eu, chegar a alguma conclusão.
Não é de agora que este tipo de
interrogações se coloca, desde a influência da violência televisiva
sobre as crianças, ao condicionamento das agendas políticas em prol
da hora do telejornal. De um momento para o outro, existe a ideia de
que os meios de comunicação social, em especial a televisão,
coordenam a vida social, política e económica. No entanto, a
comunicação de massas é um círculo fechado, no qual se desconhece
quem influencia quem, quem é influenciado por quem.
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Uma bomba informacional está a explodir no meio de nós, a
atingir-nos com uma chuva de estilhaços de imagens e a modificar
drasticamente o modo como cada um de nós apreende o mundo.
Na verdade, a televisão não mostra a
realidade, mas uma representação do real. No entanto, o comum dos
indivíduos não sabe distinguir a realidade mostrada pela televisão
da realidade do meio envolvente. Existem locais, culturas,
realidades que só conhecemos através da televisão e, no entanto,
envolvemo-nos emocional e cognitivamente com essas realidades e
reiteramos que as conhecemos, como se já lá tivessemos estado.
Cada um de nós cria no cérebro um
modelo modelo mental da realidade: um armazém de imagens. Algumas
imagens são visuais e outras auditivas e até tacteis. Algumas são
apenas “impressões”, vestígios de informação acerca do nosso
ambiente, outras são a “certeza de uma realidade”, informação
decalcada das imagens televisivas. Umas são simples e outras
complexas e conceptuais. Juntas, tais imagens formam o nosso quadro
do mundo – localizando-nos no tempo, no espaço e na rede de
relacionamentos pessoais que nos cercam.
Estas imagens não surgem do nada.
São formadas de modos que não comprendemos, a partir de sinais ou de
informação que nos chega da televisão. E à medida que o nosso
ambiente se convulsiona com a mudança – à medida que os nossos
empregos, as nossa casas, as nossas escolas e as nossas estruturas
políticas sentem o impacto da televisão – o mar de informação que
nos cerca também muda.
Antes do advento da televisão, uma
criança, a crescer numa aldeia que mudava lentamente, contruía o seu
modelo de realidade a partir de imagens recebidas de um pequeno
punhado de fontes: o professor, o chefe ou funcionário e, acima de
tudo, a família. Herbert Gerjuoy, observou: “não havia em casa
televisões para dar à criança o ensejo de conhecer muitas espécies
diferentes de desconhecidos de muitos caminhos diferentes da vida e
até de diferentes países (...) Muito pouca gente via alguma vez uma
cidade estrangeira. (...) o resultado (era que) as pessoas tinham
apenas um pequeno número de indivíduos para imitar ou para lhes
servirem de modelo.”
“As suas possibilidades de escolha
eram ainda mais limitadas pelo facto de as pessoas que lhes podiam
servir de modelo terem todas elas experiência limitada com outras
pessoas.” Portanto, as imagens do mundo construídas pela criança da
aldeia eram de uma gama extremamente estreita.
A televisão multiplicou o número de
canais através dos quais o indivíduo recebe a sua imagem da
realidade. A criança já não recebe imagens apenas da natureza ou de
pessoas, mas também através dos meios de comunicação de massas, em
especial da televisão. Em grande parte, a casa, a escola, o Estado
continuam a falar em uníssono, reforçando-se uns aos outros, mas a
televisão veicula uma estanderdização de imagens que fluem na
corrente mental da sociedade.
Certas imagens visuais, veiculadas
pela televisão, foram tão vastamente distribuídas em massa e
implementadas em torno de milhões de memórias particulares que se
transformaram efectivamente em ícones. A imagem de Charlie Chaplin,
de coco e bengala, a saia de Marlyn Moroe tufada pelo vento, o
embate do segundo avião no World Trade Center.
A colecção de imagens centralmente
produzidas, injectada no “cérebro das massas” pela televisão, ajudou
a produzir a estanderdização de comportamento exigida pelo sistema
de produção de informação.
À medida que se acelera na sociedade,
a mudança obriga a uma aceleração paralela dentro de nós. Chega até
nós nova informação e somos forçados a rever o nosso arquivo de
imagens, continuamente, a um ritmo cada vez mais rápido. Imagens
mais antigas, baseadas na realidade passada, têm de ser substituídas,
pois se as não pusermos em dia as nossas acções tornar-se-ão
divorciadas da realidade.
Esta aceleração do processamento da
imagem dentro de nós significa que as imagens se tornam cada vez
mais transitórias. Ideias, crenças e atitudes impõe-se à consciência,
são desafiadas, contestadas e subitamente desaparecem no nada.
Teorias científicas e psicológicas são diariamente derrubadas e
ultrapassadas. Ideologias rebentam. Celebridades atravessam numa
pirueta fugaz o nosso consciente. Slogans políticos e morais
contraditórios atacam-nos. A informação é volátil e inconstante. É
difícil encontrar sentido nesta fantasmagoria turbilhante,
compreender exactamente como o processo de fabrico de imagens está a
mudar.
Só uma certeza existe: não podemos
acompanhar a actualidade.
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A televisão torna o passado presente, o inconcebível em
realidade. Para o espectador, quando vê qualquer reportagem em
diferido, o que está diante dos seus olhos está a passar-se na
realidade, naquele preciso momento.
Segundo Ignácio Ramonet, um dos
factores que prendem o espectador ao pequeno ecrã é a rapidez das
mensagens televisivas, mais concretamente existe, em média, 0,7
planos por segundo. Estas mudanças rápidas funcionam como
estimulantes visuais. “Elas fixam o olhar, pelo seu ritmo ofegante e
pelo piscar da luz. A velocidade da passagem de planos é tal que
afastar os olhos do televisor, nem que seja por um segundo apenas,
faria com que falha, pelo menos, um plano. Esta velocidade constitui,
portanto, um meio de tornar cativo o olhar e de provocar um
efeito de hipnose”.
Uma das características mais
importantes da televisão é, exactamente a sua possibilidade técnica
de voltar a acontecimentos e de retransmiti-los ao mesmo tempo que
se desenrolam. A reportagem televisiva “em directo” apresenta, na
televisão, um tempo e um espaço que se desenrolam na realidade.
Marcelo Giacomanionio, em os meios
audiovisuais, debruçasse sobre o directo televisivo. Pra este autor
“...o elemento que caracteriza a TV “aqui e agora” é exactamente a
retransmissão da mensagem ao mesmo tempo que esta se cria. É este
(...) que garante ao meio um sentido de “objectividade” análogo ao
do protagonista directo do acontecimento.” O indivíduo tem a
sensação de que participa na realidade em evolução, da importância
dos acontecimentos, o ser-se informado, sem outros intermediários,
dos factos que acontecem no mesmo instante em que eles se desenrolam.
Mantendo uma relação próxima do
público, a televisão consegue dar continuamente a sensação de que o
que é comunicado é tirado directamente da realidade. Toda a
informação é apresentada como “objectiva”, quando, afinal, não é
outra coisa senão a transposição de realidades atentamente
consideradas e manipuladas.
No entanto, apesar da televisão
viver da imagem, pois é esta característica que a distingue dos
outros media, aramente os factos são narrados pelas imagens que os
documentam. Quase sempre é lido um comentário, como se não houvesse
qualquer diferença entre uma transmissão radiofónica e uma
televisiva. O texto enconytra-se desenquadrado das imagens ou torna-se
redundante, não acrescentando mais do que as imagens dizem por si.
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A maioria das pessoas em todos os
países atribui à televisão uma responsabilidade importante no
desenvolvimento da licenciosidade sexual e no da violência. Este
medium oferece, em quase toda a parte, um grande espaço à
brutalidade, à agressividade, tanto nas suas emissões de ficção como
nas suas reportagens e informações. Estes efeitos da televisão, a
longo prazo, transformaram a acção global sobre o espírito público,
tornando-o mais permissivo. O público habituou-se a ver sem grande
emoção o que parecia chocar, a menos que não desenvolva um efeito de
saturação ou indiferença, ou até um movimento de reacção contra uma
eventual degradação de costumes.
Na verdade, a televisão pode agir de
modo quase directo em valores geralmente admitidos. Mas, uma outra
questão, levaria a procurar se o contacto mais directo, mais
imediato, com o acontecimento presente, não faria acreditar apenas
no que se vê.
Por outras palavras, a televisão, ao
instituir uma sociedade da ubiquidade, desenvolveria o que se
poderia chamar “o complexo de S. Tomé”. O ver para crer generalizou-se
e criou o síndroma oposto, no qual se desvaloriza ou mesmo descrê de
todos os factos que não são emitidos pelo medium.
“A televisão, muitas vezes associada
ao texto, é geradora do escândalo, produz ou alimenta mitos,
denuncia o racional, escoa as forças da efectividade; símbolo por
excelência da comunicação de massas, distingue-se da cultura de
elite pelo “mau” gosto ou ausência de gosto, a ausência de
hierarquia, de normas, de tabus.” (A. M. Thibault-Laulan)
O pequeno ecrã leva também a
modificar os valores artísticos, ao fazer predominar os
acontecimentos da “vida real” e a procura de experiências vividas
que se sucedem de maneira repentina. Ou seja, pode notar-se que a
apresentação da realidade dada pela televisão tende a privilegiar os
acontecimentos sensacionais e leva mesmo, muitas vezes, a produzir
efeitos de choque através do escândalo. O universo assim restituído
é feito muito mais de pequenos acontecimentos, quer dizer, do que é
excepcional, do que de factos correntes. Em resumo, os valores que
se impõe são principalmente os do espectacular.
Um outro aspecto das mesmas
tendências é a promoção dos indivíduos que se tornam “vedetas”, não
por relação aos valores sociais ordinários mas segundo as exigências
da projecção e da identificação. Assim, o intérprete adquire um
estatuto de prestígio, que ultrapassa por vezes o criador. Um
exemplo recente remete-nos, como não poderia deixar de ser, para os
reallity shows e, mais concretamente, para o Big Brother.
Os seus protagonistas tornaram-se rapidamente heróis nacionais,
mesmo não tendo colaborado em algo para a projecção do país, para o
desenvolvimento económico, social, político, moral ou intelectual da
humanidade. Um outro caso, bem mais antigo, consiste na chamada
“imprensa cor-de-rosa” que já ultrapassou as revistas e se largou a
programas televisivos; programas nos quais se dá a conhecer a vida
social e privada de determinadas individualidades, mas que em nada
contribui para o enriquecimento emocional ou cognitivo do espectador.
Segundo Jerry Mander a televisão
provoca quatro efeitos adversos que é necessário combater, para
acabar com o meio de comunicação como deformador da mente:
1 – “Diminui o conhecimento pessoal”.
A televisão filtra a experiência e dá-nos a sensação de já termos
passado por diversas situações pelas quais, de facto, não passamos.
Se tentarmos levar um grupo de crianças ao jardim zoológico elas
irão ficar aborrecidas, porque já conhecem todos aqueles animais
através do pequeno ecrã. Numa faixa etária superior, quando falamos
de adultos, os indivíduos julgam já ter vivido vários acontecimentos
que vêem no telejornal, respondem a perguntas como se tivessem
estado em determinados locais e tivessem vivido cada passo, em tempo
real.
2 – “Elimina os pontos de comparação”.
Observe como a televisão tenta mostrar os cidadãos mais comuns, os
indivíduos vulgares, com uma família completa, com um cão e uma vida
agradável. As séries, com algumas excepção, mostram regularmente a
alta sociedade, onde todos vivem em mansões e guiam BMW. Pense nas
crianças de um gueto a ver estes programas: a criança não tem uma
base de comparação, por isso acredita que a maioria das pessoas vive
naquelas casas, conduz aqueles carros e tem aquele estilo de vida e
que, por qualquer motivo, a sua família teve um infortúnio e é uma
excluída.
3 – “Separa os indivíduos do resto
do mundo”. Em primeiro lugar, a televisão permite que as pessoas não
tenham de sair para se enterterem, quando podem sentar-se em casa e
olhar para o pequeno ecrã. Mas o pior é que enquanto uma família vê
televisão não existe interacção entre eles. Os membros da família
estão a ter experiências diferentes e separadas, cortando os laços
com o exterior, com a família e a comunidade.
4 – “Centralização do conhecimento e
da informação”. As estações de televisão encontram-se nas mãos de
poucos indivíduos: Rupert Murdock, AOL, Warner... Assim, a
informação da CNN é dada como adquirida, ainda que esta seja
porta-voz do governo americano, as imagens difundidas são
praticamente as mesmas, homogenizam os conceitos, a moda, as ideias.
Tornamo-nos todos cidadãos de um mundo demasidamente pequeno para
que possa haver diferença e auto-determinação.
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Durante a Guerra do Golfo foram veiculadas imagens
televisivas em número excessivo, mas todas elas viciadas pelos
senhores da guerra. Muitas vezes apareceram repórteres fazendo o
relato dos acontecimentos em directo. Porém, agora, à distância,
sabe-se como a lógica da guerra mediática se sobrepôs à lógica
informativa, baseada em critérios jornalísticos. Foi impossível
contrariar o turbilhão de imagens e de informações contraditórias
originadas no cenário de guerra. Ou seja, afinal as armas dos
jornalistas revelaram-se inadequadas para ultrapassar o intuito de
fazer deles meros mensageiros, peças da máquina da propaganda.
Mas a televisão pode ser vítima de
fontes viciadas ou de manipulação por parte de poderes políticos ou
económicos. Vários indivíduos aproveitam a sua posição social ou
económica e votam a televisão aos seus interesses, usando a arte da
desinformação. Desinformação, contradesinformação, mas também a
fragilidade da televisão que se deixa moldar por ideologias
correntes e por interesses. Por meio de mentiras, pressões e golpes
de teatro cuidadosamente calculados, os assesssores de imprensa têm
induzido muitas vezes a televisão em erro.
Entraves múltiplos limitam, nas
sociedades democrátias, a liberdade de expressão e de informação.
Nomeadamente, o dinheiro. Grupos de comunicação, dando provas de uma
fome insaciável, compram , observam e controlam um número cada vez
maior de media. O fenómeno ganha uma amplitude especial na Europa
com o desenvolvimento de novas tecnologias e o descompromisso do
Estado que privativa. O direito dos cidadãos ao pluralismo
informativo fica, desta maneira, enfraquecido.
A televisão, bem como os restantes
meios de comunicação, deixou de ser livre, no sentido absoluto do
termo, para se subjugar ao capital, a grupos económico, às
pretensões políticas. Uma perigosa concentração, consolidando-se os
monopólios que reduzem um pouco mais a liberdade de expressão,
parece pôr em cheque a liberdade dos órgãos de comunicação e só por
virtude a televisão saírá imune dela.
Os grandes grupos não se consideram
com a vocação de mecenas. A ambição de financiar o talento, a
inteligência, a cultura, não os faz sonhar. Seguros do seu direito
de proprietários, clarificam o seu objectivo: acumular lucros. Os
grupos assim constituídos possuem demasiado poder para que o simples
cidadão tenha a ousadia de os contestar.
Os media conhecem hoje, assim, um
duplo movimento: concentração sobretudo de sectores determinados e
integração em grupos multimédia. Este duplo movimento conduz
indiscutivelmente a uma redução do pluralismo da informção e, como
receiam cada vez mais os cidadãos, isso representa uma ameaça real
para a democracia. Só a lógica económica justifica e encoraja esta
concentração e esta integração: receia-se uqe os grupos mais
poderosos absorvam os menos resistentes, sobre tudo na Europa, na
perspectiva do mercado único.
Lógica económica e lógica
democrática enfrentam-se no espaço da comunicação. Do resultado
deste combate depende, em grande parte, o futuro das liberdades de
pensamento e de expressão.
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Bibliografia
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CAMPOS, Jorge; A caixa negra, discurso de um jornalista sobre o
discurso da televisão; ed. Universidade Fernando Pessoa; Porto,
1994
CAZENEUVE, Jean; Guia alfabético das comunicações de massas;
edições 70; Lisboa, 1996
Cercle Condorcet; Les Médias, concentration et liberté;
Paris; Septembre, 1987
GIACOMANIONIO, Marcelo; Os meios audiovisuais; colec. Arte e
comunicação; ; ed. 70; Lisboa, 1981
MANDER, Jerry; Four Arguments for
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February, 1978
RAMONET, Ignacio; Propagandas silenciosas, massas, televisão,
cinema; ed. Campo das letras; Porto, 2001
TOFFLER, Alvim; A terceira vaga; colec. Vida e Cultura;
ed.Livros do Brasil; Lisboa, 1984
Vários autores; A comunicação social vítima dos negociantes;
Le Monde Diplomatique; colec. Nosso Mundo; ed. Caminho; Lisboa, 1992
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