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Introdução |
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A percepção da água como bem escasso é um fenómeno
recente. Somente, nos últimos tempos se detecta um consenso social
generalizado relativo à necessidade de proteger a riqueza hidráulica,
de reduzir a poluição sobre este recurso fundamental.
No entanto, a visão “moderna”, carregada de ciência e
tecnologia, que entende a água como um recurso cuja verdadeira
importância radica à sua escassez que a transformou em riqueza, de
certa medida vem do mundo antigo. Quando um aquilegos (engenho
hidráulico) romano era oferecido aos deuses muito provavelmente o
povo estava a agradecer que a água se tivesse deixado descobrir e
conduzir.
A água termal apresenta características diferentes da
demais no mundo antigo. Em Roma estava instituída, desde a época
imperial, uma prática balnear quotidiana que empregava água aquecida
artificialmente. A água termal revelou-se diferente e mais eficaz
para efeitos curativos, como o confirma Séneca (QN
III,24,2-4: «Facere solemus dracones et miliaria et complures
formas in quibus aere tenui fistulas struimus per decliue
circumdatas, ut saepe eundem ignem ambiens aqua per tantum fluat
spatii quantum efficiendo calori sat est; frigida itaque intrat,
effluit calida. Idem sub terra Empedocles existimat fieri, quem non
falli crede Baianis quibus balnearia sine igne calefiunt. Spiritus
in illa feruens loco aestuarii infunditur; hic per tubos lapsus non
aliter quam igne subdito parietes et uasa balnei calefacit; omnis
denique frigida transitu mutatur in calidam nec trahit saporem et
uaporario quia clausa praelabitur»).
A denominação Aquae implica, no mundo romano,
uma agrupação urbana cujo rasgo definitório é o termalismo e o seu
aproveitamento urbano. Equivale em significado aos actuais topónimos
como Banhos, Caldas, Termas e Aquae,
como topónimo antigo e moderno simultaneamente. Por fontes
literárias e epigráficas conhecemos cerca de uma centena de
agrupações urbanas no mundo romano que tiveram a denominação de
Aquae.
A denominação Aquae para uma cidade implica
uma eleição por parte dos seus habitantes em utilizar o topónimo do
termalismo como característica definidora do núcleo urbano.
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Balneários Romanos |
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Os romanos não tinham um termo específico para se
referirem aos estabelecimentos nos quais utilizavam a água termal
natural ou a água de propriedades curativas. Balineum e
balneum, assim como balnearius provêm de um préstimo
antigo do grego to balaneion; apalavra latina anterior era
lauatrina e todas elas apresentam a indeterminação para se
referirem a qualquer estabelecimento ou sala onde se realizava a
prática do banho.
Thermae é um término em
uso na época imperial e referia-se ao estabelecimento onde se tomava
banhos quentes sem distinção entre os banhos aquecidos artificial ou
naturalmente.
Os estabelecimentos que denominamos balneários
apresentam características especiais que se resumem a critérios
diferenciados:
1)
Face às termas higiénicas em que a água
pode ser manipulada (e deve ser aquecida) nos balneários a água
precisa para o seu uso de aquecimento artificial. A própria terra
actua como aquecedor e a água surge com potencialidades
multiplicadas da sua proveniência subterrânea, pelo que a sua
manipulação é desejável para não alterar a sua pureza. Do ponto de
vista de técnica construtiva dos balneários, estes não requerem um
complexo sistema de hipocausto das termas higiénicas (salvo casos
excepcionais em que se utilizassem para aquecimento, como em
Badenweiler). Pelo contrário, nos balneários que se estabeleciam de
águas hipertermais o verdadeiro problema era deixar esfriar a água
para que se pudesse utilizar no banho (temos um exemplo epigráfico
desta prática em Gadara – banhos de Hammat Gader).
2)
A água nos balneários medicinais. A
finalidade dos complexos balneares medicinais é a recuperação da
saúde, ao contrários das termas anteriores em que a finalidade do
banho era a higiene: a clientela de ambos será portanto diferente.
Nestes balneários a maioria dos frequentadores seriam
enfermos, pessoas numa situação limite, num mundo greco-romano em
que a enfermidade estima-se como consequência de um hábito de vida
erróneo (do ponto de vista da medicina culta) ou como consequência
de uma imaginária incorrecção face ao subtil equilíbrio entre homens
e outras potências intermédias (do ponto de vista do que o magistral
Luís Gil estudou como medicina popular(1)).
A cura balnear apresenta-se focada em duas
perspectivas que, em alguns casos, podem coexistir num mesmo
estabelecimento:
-
a cura “científica” que se realizava
tendo em conta as características principais de cada água e o seu
poder terapêutico especial.Isto pressupõe uma prescrição médica (que
conhecemos de modo bastante detalhado, por exemplo no caso do
Imperador Augusto(2)) e um certo grado de especialização
dentro da profissão.
-
A cura milagrosa, na qual uma divindade
actua por meio da água ou a própria água se pressupõe divina. O
poder terapêutico proveniente da actuação de um princípio imaginário
que habitava ou se manifestava na água; a termalidade aumenta a
misteriosa potência do rito do banho. O caso da invocação das Ninfas
de Orense tem o especial interesse de nos mostrar uma prática de
incubação no balneário: não se deixa o efeito curativo à acção da
água, mas busca-se a revelação da causa do mal por parte da
divindade, o que se revela com uma carga de novos significados no
fenómeno da cura.
Todos estes critérios é necessário utilizar um
conceito moderno, na acepção moderna, como é o balneário, para
superar a determinação da terminologia antiga e delimitar
correctamente o campo de estudo para o tornar mais operativo.
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Uso Medicinal e Arquitectura |
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No mundo romano, a água termal tinha usos diversos,
mas o mais fácil de compreender para o mundo contemporâneo é o uso
medicinal. A água termal para além de limpar também cura. Os médicos
racionalistas romanos começaram de um modo empírico a discernir as
propriedades curativas da água termal dependendo dos seus principais
componentes, reconhecidos por meio de análises orgânicas (a
distinção das diversas propriedades terapêuticas da água sulfurata,
alimunata, bituminata, ferrata ou nitrata). A água que surgia
naturalmente quente evitava o processo de aquecimento; acreditava-se
que a própria terra tomava conta deste processo e que a água era
provida de propriedades múltiplas provenientes da sua origem
subterrânea, pelo que a sua manipulação desejava não alterar a sua
pureza e propriedades.
Do ponto de vista da técnica construtiva dos
balneários, estes não requeriam um complexo sistema de aquecimento
das termas higiénicas. Tanto no âmbito arquitectónico como na
prática balnear, a água termal tinha as suas próprias regras cuja
indeterminação terá levado à confusão terminológica por parte de
alguns investigadores (o número de balneários, face às termas
higiénicas, é muito pequeno pelo que o volume maior de estudos tenha
tratado as termas ou, inclusivamente, misturado os tipos de
estabelecimentos como se as suas funções fossem semelhantes). O
complexo procedimento do banho romano em termas higiénicas requeriam
soluções arquitectónicas bastante estereotipadas, tanto no processo
de aquecimento da água como na apresentação das salas para as
diferentes fases do banho. A finalidade do banho nos balneários era
medicinal, não higiénica, e a maioria dos seus frequentadores não
eram pessoas de poder, pois esses não se submetiam à habitual
combinação de banho frio e quente.
Os balneários têm vindo a ser utilizados desde tempos
remotos, mesmo excluindo a banho termal higiénico, mas é reconhecido
a partir da tardia república e têm o seu apogeu na época imperial.
Os balneários são geralmente constituídos por uma
piscina de imersão em água quente natural e banheiras para o corpo
inteiro ou para alguma parte do mesmo, assim como, dependendo das
características do espaço, banhos de lama, duches e instalações para
inalação de vapores. Em alguns casos possuem salas especiais para o
arrefecimento da água, quando esta surgia a uma temperatura
excessiva para o uso directo.
Não obstante a existência de uns exemplos de
construção termal, os arquitectos romanos tomavam as grandes termas
da cidade de Roma como modelo para construção de alguns balneários
de maior envergadura.
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O Uso Religioso |
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(o balneário como lugar
protegido pela divindade)
A água curativa explica-se, na mentalidade não
científica, como uma água mágica: o balneário converte-se num lugar
onde a divindade se manifesta do modo mais favorável. É um lugar de
acção de graças e um lugar protegido pela divindade. Nas comunidades
em que as relações com os estrangeiros ou os intrusos se
demonstravam difíceis, os balneários podem transformar-se em locais
de consenso, onde a divindade protege os que vêm em busca de cura.
Nalguns casos, os complexos termais graças à sua qualidade
converteram-se em focos de organizações de intercâmbios nas
sociedades em vias de desenvolvimento por pressões sociais. Assim,
alguns balneários seriam os núcleos onde se discutia a vida cívica,
surgindo “cidades de água” em volta que se definirão económica e
politicamente uma comarca (tal como Aquae Flaviae).
Lugares de relação com estrangeiros, onde a
convivência mistura e unifica gentes de origens sociais diversas, os
balneários são também locais de aculturação e adaptação a novas
religiões. A epigrafia galaica oferece um exemplo quase único no
ocidente romano. A testificação de cultos a divindades termais,
geralmente realizado por personagens com uma onomástica não romana
define o primeiro momento do processo de aculturação. Mantém-se o
nome pré-romano da divindade e utiliza-se um veículo de transmissão
romana (caracteres latinos e lápide epigráfica); houve uma adaptação
do tipo de prestação no entanto manteve-se o teónimo. Um passo mais
avançado no processo leva a uma adopção do nome romano, o que em
alguns casos é acompanhado do culto. É o caso das Ninfas em toda a
zona ocidental da Península Ibérica.
O balneário converte-se num lugar privilegiado de
sincretismo e onde convivem diferentes modos de entender a “mesma”
realidade religiosa, o modo pré-romano imemorial e o modo romano
importado e aculturador; no entanto, ao tratar-se de um lugar onde a
piedade pessoal não deixa espaço ao culto oficial, o fenómeno de
mutação procede de um modo tal que exemplifica a aculturação
profunda.
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Ninfas |
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O
culto das Ninfas, divindades dos mananciais no mundo romano (provenientes
de uma especialização do que são as Nmphai gregas, dotadas de
um campo de acção muito maior que abarca a natureza em geral –
montes, árvores, água, pradarias: Halm – Tisserant / Siebert 1997)
está estendido por todo o império (Toutain 1907, 380-284; Herter
1936; Heichelheim 1936).
O
seu âmbito de protecção não se cinge especificamente às águas
termais, mas à natureza em geral. Dada a omnipresença da água no
modo de vida romano (a cidade romana caracteriza-se pela
disponibilidade deste elemento, tendo-se requerido para ele
dispendiosas obras), as Ninfas aparecem não só em explicitas menções
culturais, mas também como motivos iconográficos e, em alguns casos,
meramente profanos. A presença de estátuas de Ninfas nas termas ou
em casas particulares pode em muitos casos desempenhar funções
meramente decorativas, completamente alienadas do religioso.
O
mesmo acontecia na Grécia, já que muitas estátuas na sua
configuração monumental utiliza-as em obras civis sem qualquer
conotação religiosa, mas em qualquer dos casos o culto das
divindades aquáticas estava bem presente.
“Cantava a bela Ninfa, e
co’os acentos,
Que pelos altos paços vão soando,
Em consonância igual os instrumentos
Suaves vêm a um tempo conformando.
Um súbito silêncio enfreia os ventos,
E faz ir docemente murmurando
As águas, e nas casas naturais
Adormecer os brutos animais.”
Luís de Camões, Os Lusíadas,
Canto X
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"Cidades de Água" |
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As nascentes de água termal estão determinadas pela
história geológica, no entanto a acção circundante pode
transformá-los em lugares atractivos para o desenvolvimento cívico
ou qualificá-las como zonas de repouso com sofisticadas vias de
comunicação, contribuindo para o desenvolvimento local.
Ambos exemplos podemos encontrar na Península Ibérica.
No sul peninsular os balneários surgem nas margens de aglomerações
populacionais e das principais redes de estradas. Não se encontram
cidades de água (Aquae), o que revela que o desenvolvimento
cívico se realizou seguindo critérios diferentes dos expostos
anteriormente.
Na zona galaica, o balneário converteu-se em alguns
casos no cerne do desenvolvimento comarcal e urbanizacional (por
exemplo Chaves e Orense).
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Uso dos Balneários |
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O tipo de cura desenvolvida nos balneários galaicos
não era maioritariamente a cura medicinal, mas a religiosa. A
importância das divindades aclara que se tratava de uma prática
pré-romana. Temos que supor que existiam instalações balneares antes
que os romanos se importassem com as suas soluções arquitectónicas.
Infelizmente, o conhecimento deste tipo de achados é extremamente
difícil dada a qualidade dos datados arqueológicos de que dispomos.
As Ninfas resultam da invocação principal no contexto
termal, não só porque eram uma forma de culto compreensível por um
grande número de pessoas mas também porque resultavam de uma opção
sincrética não abstracta. As Ninfas representavam o manancial termal,
não eram divindades curativas de índole termal, mas que moravam na
água e eram personificações da mesma.
Outro rasgo específico do termalismo galaico é a
profusão e importância dos centros. É a zona peninsular na qual
existe uma maior concentração de instalações balneares e de lugares
denominados Aquae. O uso da água termal, pelo que vimos, era
prática habitual na época pré-romana e no domínio romano os lugares
de água converteram-se, nalguns casos, em centros de urbanização e
de organização da rede viária. A complexidade social que define o
modo romano de organização incide na zona galaica na eleição de
lugares termais (que aparecem debaixo da protecção de uma divindade)
como lugares de consenso. A toponímia romana deixa claro que as
cidades de água só teriama denominação da população em cujo
território estavam situadas (Aquae Celenae dos Cileni; Aquae
Querquennae dos Quarquerni, Aquae Flaviae dos Aquiflavienses) e, em
alguns casos, resultam da carga de cidades principais do território
dessa população (como ocorre com Aquae Flaviae ou Orense).
A rede de comunicações estrutura-se em torno destes
centros, Aquae Flaviae converte-se no centro fundamental dos
Aquiflavienses e a Bracara-Asturica define-se passando pelos locais
termais da zona.
Em resumo, o balneário na zona galaica apresenta
características que a convertem num lugar privilegiado na
estruturação da vida comunitária, isto porque, como centro curativo
e religioso, resulta num lugar de atracção de povos diversos e de
interacção cultural, porque em torno deste manancial forma-se uma
cidade de um envolvente extenso, como ocorre com Chaves e Orense.
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Conclusão |
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A característica fundamental que resume todo este
trabalho baseia-se na importância do culto termal em toda a
Península Ibérica. Não são somente testificadas várias iconografias
às divindades, mas também a uma boa parte das Ninfas. A razão deste
interesse pelo culto termal vem, com certeza, do benefício medicinal
deste tipo de água, mas esses poder provinha do seu carácter sagrado,
das divindades que habitavam o seu interior e que são a sua
personificação.
A importância da epigrafia no contexto termal no
ocidente hispânico ilustra-nos o grau de aculturação ao qual foi
submissa a população local. A facção romana de mudar a cultura, a
língua e grande parte do nome das divindades sofreram uma mutação;
mas o fenómeno do culto termal manteve-se inalterável; a divindade
na maior parte das regiões ibéricas é a causa directa da cura, o que
nos faz pensar que as técnicas medicinais “científicas” romanas
seriam menos aceitáveis por toda a Península Ibérica.
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| Notas bibliográficas |
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(1) - LIZOP,R. Les Convenae
et les Consoranii, Toulouse-Paris 1931 pág. 269
(2) - ETIENNE,R. "Le voyage
pyrenéen d' Auguste en 26-25 a. J.-C." Annales du Midi 64,1952 págs.
5-14
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Bibliografia |
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F. Arias/P. Le Roux/A. Tranoy Inscriptions romaines
de la province de Lugo Paris 1979, p. 88 num. 58.
GIL,L. Therapeia Madrid 1969,
passim y esp. Págs. 33 e 137
GRENIER,A. Manuel d'archéologie
gallo-romaine IV,2 Paris 1960 págs. 460
Halm-Tisserant (M.)/Siebert (G.) 1997: "Nymphai"
LIMC VIII, 1,891-902; 2,584-597
Heichelheim (F.) 1936: "Nymphai 1" RE 33, 1581-1599.
Herter
(H.) 1936: "Nymphai 1" RE 33, 1527-1581.
J. Santos/M. Cardozo "Ex votos as Ninfas em
Portugal", 1953, pp. 53-68 (citado em Santos/Cardozo 1953).
Ribeiro (J. Cardim) 1983: "Contributos para o conhecimento de cultos
e devoções de cariz aquático relativos ao território do Município
Olisiponense" Boletim da Assembleia distrital de Lisboa 89,1,
331-369.
Santos
(M.L. Estancio da Veiga Afonso dos) 1972: Arqueologia romana do
Algarve, II, Lisboa.
Toutain (J.) 1907: Les cultes païens dans l'empire
romain I,1: Les provinces latines. Les cultes officiels; les cultes
romains et gréco-romains, París.
Vease C. Martín "La estructura
geológica de la Península Ibérica y sus aguas termales" Termalismo
antiguo. Mesa redonda, Madrid (1991) UNED, 1992
Webster (J.) 1995: "Sanctuaries and Sacred Places"
Green (M. ed.) The Celtic World, Londres/Nova York, 445-464.
Wild (R.A.) 1981: Water in the Cultic Worship of
Isis ans
Sarapis, Leiden
(EPRO 87).
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